CAFÉ COM PROSA / LALESCA


Lalesca Vervloet Herzog – 3ºPeríodo Educação Física

No dia 10 de junho realizamos um encontro em Santa Teresa – ES, o Café com Prosa, na casa de um dos nossos colegas. O ambiente foi bem legal, estava com um clima agradável, cada um contribuiu com um valor em dinheiro para podermos preparar um café da manhã especial.
As convidadas presentes foram de uma grande contribuição para a nossa formação, relataram momentos que já viveram e que já viram acontecer na vida de muitas pessoas e crianças. Os assuntos debatidos, acredito eu, que ainda geram uma grande polêmica, como a violência contra as mulheres, contra crianças, a pedofilia e a desobediência civil.
Ouvimos relatos das convidadas em relação ao estupro de crianças, onde que o mais comum de ser visto, é parentes que convivem com a criança serem os acusados de cometerem este ato. E é importante a mãe ficar atenta a qualquer situação estranha, e até mesmo as “pistas” que a criança acaba dando de que está sofrendo com alguma violência.

Ao acesso de adolescentes à internet, onde que, os pais não fazem esse policiamento dos seus filhos em relação ao uso da internet e de contatos que os jovens fazem com pessoas desconhecidas e acabam marcando encontros escondidos, e com a inocência de uma criança, acabam colocando suas vidas em risco.
Um tema bastante falado também foi a desobediência civil, que nos colocou a pensar. O nosso encontro, foi uma desobediência civil? Como foi dito, sim, esse encontro acabou sendo uma desobediência, pelo falto, de ter sido marcado na casa de um colega fora dos “padrões” de ser em locais públicos. Onde que, em concordância com a turma, mudamos essa “regra”, por acharmos que poderíamos ter um local aconchegante e legal para realizar esse bate papo, e conseguir tomar um café reunido com os colegas, num preço bom para todos.

Ainda outro assunto debatido e relatado dentro do texto, que nos foi enviado anteriormente, foi a questão da religião. Onde já havíamos lido uma reportagem sobre um pastor que encontrou dentro da escola do filho, uma boneca negra, no quadro de eventos, que para a escola estava simbolizando a cultura afro-brasileira, estudada naquele período, que é algo a ser trabalhado com as crianças e está dentro do currículo escolar, desenvolver atividades sobre as culturas, e o pastor/pai que achou que essa boneca fosse uma insulto a sua religião, que ela significava algo relacionado a macumba ou feitiçaria.
Dentro do texto lido, havia comentários sobre essa reportagem, e fiz minha pergunta sobre esse tema. Como que dentro de uma escola, onde temos tantas culturas diferentes, conseguiremos trabalhar conteúdos como esse de cultura afro, sem que outras pessoas interfiram?

Como uma das convidadas disse, todas as culturas são importantes serem trabalhadas com as crianças, e estão impostas no currículo escolar. Aquela boneca de cor escura, representava uma mulher negra, a cultura negra, e os pais podem sim auxiliar nas atividades que a escola propõe, porém não da forma como o pai fez, ridicularizando aquela ação, aquele mural e dizendo aquelas coisas sobre a boneca. A criança vendo a situação, irá ficar confusa sobre o que o pai estava dizendo e sobre o que a escola tentava ensinar.  
É complicado a situação, mas os pais devem aceitar o que a escola tenta desenvolver da melhor forma possível, e se quiserem, até auxiliar a escola no ensino de qualquer conteúdo que precisa ser passado. Todos dentro da escola, devem trabalhar junto com os pais e comunidade para que consigam desenvolver o conhecimento de todas as crianças e passar tudo o que elas precisam aprender de forma positiva, o que fortalecerá e aumentará o ensino de boa qualidade para todos.

Atrelando esses o assuntos a nossa matéria de filosofia, podemos nos perguntar: “É sempre bom ter liberdade?”.
Dentro do debate vimos que as pessoas, muitas vezes, não respeitam as decisões, ideias, conceitos, ideais ou ações do seu próximo. É complicado dar a liberdade total a todas as pessoas, no mundo parece que não se prática mais o ato de respeitar. Mesmo com o livre arbítrio, onde cada ser humano pode decidir algo em função da própria vontade, acredito que podemos decidir sim, tudo que tivermos interesse em nos proporcionar, porém, atrelado a esse livre arbítrio, os sentimentos e ações de se colocar no lugar do seu próximo, de respeitar as decisões do outro, de ser um ser humano humilde e tratar as pessoas como se estivesse tratando a você mesmo. Assim, essa liberdade total, não seria tão bem aceito numa sociedade como a de hoje, cheia de pessoas que querem se dar bem passando por cima de outras pessoas que pode ser que seja de alguma forma mais “frágeis”. É preciso fazer o bem, para que ele venha até você.   

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