Café com prosa/ andré
No dia 10/06, nós alunos do 3° período de educação física da ESFA (Alcateia), tivemos a oportunidade de participar de mais um "café com prosa", evento esse, no qual são discutidos temas pré estabelecidos, onde todos podem opinar, dialogar, questionar, etc.
Neste ano, tivemos a importante presença de duas mulheres, que contribuíram grandemente para a troca de informações e vivências. Elas fazem parte de um projeto totalmente relacionado com um dos temas debatidos: A violência contra a mulher.
Nesta edição, o evento ocorreu de maneira diferente da forma tradicional. costumávamos nos reunir em um estabelecimento, totalmente diferente da onde nos encontramos dessa vez, que foi na casa de um aluno da turma. Tal fato, não fez perder em nada o valor do debate.
Relacionando o café com prosa à uma das nossas perguntas filosóficas, escolhi uma que pode ser facilmente atrelada ao tema: Violência contra a mulher.
"Os outros podem mandar em nós?"
Esta pergunta me fez refletir sobre os assuntos debatidos naquele dia, pois vimos como ainda é muito propagada a ideia de que a mulher deve ser submissa ao homem, e as consequências ruins que isso provoca em nossa sociedade.
Sabemos que o machismo é uma herança histórica de nossa cultura, e que nos provocas muitos malefícios, mas o que fazemos para mudar isso ?
Em um momento da nossa conversa, percebemos que esta ideia ultrapassada, está tão enraizada na nossa cultura, que muitas vezes não percebemos quando falamos ou praticamos algo que colabora com isso.
Devemos nos policiar a toda momento para não cometermos equívocos relacionados a este tema, pois muitas vezes ocorrem com naturalidade e não percebemos.
Discutimos alguns casos onde a mulher era colocada como inferior ao homem, muitas vezes objetificada, e elas, sem nenhuma culpa, acabavam aceitando se colocar neste lugar de inferioridade. Vimos o mal que isso causa socialmente.
Sabe-se que estamos em um progresso, visando a igualdade de gênero, porém ainda caminhamos à passos curtos. Talvez se temas como este fossem debatidos, abordados de maneira constante na educação dos jovens, estaríamos vivendo em uma sociedade menos problemática.
Contudo, fizemos algo em prol desta luta, mesmo que seja um simples debate, é importante para que impulsione novos questionamentos à esse respeito, e conscientize cada vez mais pessoas.
André Pignaton
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